quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A luz que ilumina a escuridão... a escuridão que invade a luz

Acabei de registrar essas imagens em casa mesmo, quando houve uma queda de luz. Vi as velas, lembrei da minha câmera e puf, veio a ideia de brincar um pouco com minha imaginação. O que usei basicamente foi, como dizem mesmo?... Ah, meu feeling! Isso porque conhecimento técnico tenho pouquíssimo.

É interessante ver a fusão da luz das velas com o escuro da noite, parece que uma tenta invadir a outra.

Como disse na última exposição fotográfica aqui no Galdinolândia, qualquer crítica; sugestão; ou elogio é bem vindo.

Bem, espero que gostem das imagens.

PS: Se liguem no livro que aparece na maioria das fotos, hehe.

Crédito das fotos: Felipe Galdino













sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O ritmo tranquilo da UFRN aos fins de semana

Quando tive de fazer uma matéria para a disciplina Linguagem Jornalística este ano, ministrada pela professora Socorro Veloso, escolhi relatar como é a UFRN aos fins de semana. Passei uma manhã inteira de 11 de setembro (um sábado) lá, e escrevi sobre o que observei do ambiente, o que os personagens (estudantes e trabalhadores) que frequentam a universidade nesses dias pensam sobre acordar cedo para ir trabalhar ou estudar, qual a diferença para o resto da semana... essas coisas. (Você pode conferir essa matéria completa no www.fotec.ufrn.br/index.php/LabjoRN-Primeira-pagina/Existe-vida-na-UFRN-tambem-aos-finais-de-semana.html )

Mas não apenas escrevi. Fiz algumas fotos para compor a matéria, mas claro, não pude usar todas (apenas duas foram aproveitadas). Por isso, resolvi compartilhar com você, visitante do Galdinolândia, mais algumas das imagens que consegui naquele sábado.

Talvez tecnicamente não sejam boas fotos (já que não é minha especialidade), talvez esteja longe de ser um bom trabalho, mas mesmo assim vou posta-las aqui. Não sou muito experiente nessa de fotografar, então seria até interessante receber críticas para ver o que posso melhorar. Ah, e elogios nem preciso dizer (mas já dizendo) que são muito bem vindos também né. (hehe)

Bem, então vamos lá!

Por Felipe Galdino (todas as imagens e os textos)



No Centro de Convivência, um gato parece refletir na sua solidão
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Mesmo aos fins de semana o trabalho continua, homens e máquinas não param na UFRN
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Pessoas vagueam solitárias na imensidão tranquila da universidade
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Durante a semana os corredores do setor II ficam repletos de gente, já
aos sábados...
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Quem gosta muito desse ambiente calmo da UFRN são os pássaros

domingo, 31 de outubro de 2010

Nordeste: um tesouro nacional



Este 31 de outubro foi o dia da eleição aqui no Brasil. Na verdade, o 2º turno para presidente e para governador em alguns estados - acredito que em nove. Como sabemos, a candidata do atual presidente Lula, Dilma Rousseff, do PT, venceu José Serra, do PSDB. Mas esse não é o tema central deste artigo. Deixemos de rodeios e vamos lá.

Todos sabemos do preconceito que o Sul e Sudeste do Brasil tem com o Nordeste. O programa "A Liga", da Band, mostrou há umas duas semanas, exatamente esse sentimento. Eles fizeram até testes para provar e confesso que achei que forçaram a barra em alguns métodos usados, como no do paulista e o cearense que foram tentar um emprego numa empresa. O nordestino falava "bixinha" com a atendente a cada duas palavras ditas. Não acho que alguém que vá procurar trabalho fale assim como aquele senhor falava, eu pelo menos não falo - e sou da mesma região dele. O paulista, por exemplo, não disse uma gíria sequer, e olha que lá eles também têm, como: "véio", "firmeza". Mas em outras situações realmente foi constatado o sentimento que o povo sudestino tem como nós do Nordeste.

Já neste último dia de outubro, veio a confirmação do que a Liga trouxe a público. Veio via Twitter, logo após a eleição de Dilma. Várias declarações no microblog de, sobretudo paulistas, denegrindo e colocando a "culpa" da vitória da petista nas nossas mãos, o povo do Nordeste brasileiro.

É lamentável e inadmissível que sentimentos assim ainda existam, pois já estamos no Século XXI, já fechando sua primeira década. Estão dizendo de tudo: que votamos na candidata porque queremos esmola; que nós não servimos de nada; vamos para lá (Sudeste) só para voltar depois com o "rabinho entre as pernas"; e insultos, vários insultos.

Pois bem, vamos à aula de história: quem mesmo que fez São Paulo ser o que é agora? Mas olha só, foi o povo nordestino. Sim, meus amigos paulistas, o povo forte e guerreiro que saia e - sai - todos os dias de suas cidades, fugindo das dificuldades que realmente existem aqui, tentando escapar da seca, um grande mal que assola o Sertão, ou partindo em busca de melhores oportunidades para ajudar a família. Foram eles que levantaram os prédios que existem hoje na maior cidade do hemisfério sul do mundo, foram eles que ajudaram, e ainda ajudam, no desenvolvimento dessa grande metrópole.

Continuando a aula, vários desses artistas e intelectuais que vocês conhecem são daqui. Para começar o escritor Ariano Suassuna, autor de "O auto da Compadecida", obra que encantou todo o país (inclusive o Sudeste), é desta terra. E alguns ícones da cultura brasileira também são, como Zeca Baleiro, Alceu Valença, Caetano Veloso, Raul Seixas, Maria Bethania, Elba Ramalho, Luiz Gonzaga, Dorival Caimi, Lázaro Ramos, Renato Aragão, Chico Anysio, José Wilker... é melhor parar por aqui, senão daria umas 50 páginas se prosseguisse. Ah, mas aproveitando a evidência do filme Tropa de Elite (1 e 2), Wagner Moura, o tão conhecido Capitão Nascimento - e atualmente promovido a Coronel - é baiano. Todo esse pessoal que citei, vai dizer que não contribuiu para o Brasil? Escutem a música "Construção" cantada por Zé Ramalho, outro nordestino, ela conta a vida de alguém que saiu de sua terra natal aqui no Sertão para tentar a sorte na cidade grande, que no caso provavelmente é São Paulo.

E mais: não fomos exclusivamente nós do Nordeste que elegemos Dilma. Se ela dependesse só da gente, não venceria essa eleição ("nem se Jesus Cristo quisesse"). Aliás, pela informação que tenho, no próprio Sudeste Serra perdeu, então, como a "culpa" cai somente sobre nós? Acordem, o PSDB perdeu no momento em que deixou de lançar Aécio Neves para a candidatura de presidente, e escolheu o "papelfóbico" José Serra, que desde os primórdios demonstra aversão à esta região do país, ou seja, vocês acham que ele teria vantagem aqui?

Aliás, como somos chamados de burros? Por acaso não fomos nós que elegemos um deputado, um tal de Tiririca, que recebeu mais de um milhão de votos. Vocês devem conhecer, ele é um palhaço, analfabeto, e olha que interessante, é nordestino. E foi eleito em São Paulo, batendo até recordes de votos - como o mundo dá voltas. E para melhorar nossa situação política, graças à questão das coligações, os eleitores de Tiririca ajudaram a levar para o Congresso uns "cabras" - expressão bem nordestina - que estavam envolvidos no famoso escândalo do "Mensalão".

Ah, e também não é daqui um dos políticos mais corruptos do Brasil, um rapaz chamado Paulo Maluf, ele é constantemente eleito por aquelas bandas sudestinas. Mas o pior é um partido que há mais de 10 anos domina o cenário de São Paulo. Parece que apesar da poluição de lá, o povo paulista é ecológico, adora ver os tucanos voando e dominando a área, mas o pior é que não vemos esses bichos mudarem muito o cenário, não trazem tantas melhorias ao "céu" de lá.

Então, me desculpe, mas é ridículo todo esse preconceito que há. Mas ainda bem que não é todo o povo do Sudeste que tem esse pensamento arcaico, são apenas uns ignorantes que não conhecem a história do país em que vivem, e e elas só dou uma dica: estudem, peguem um livro e vão ler, ao invés de ficar pensando e tuitando besteiras. Num sebo vocês encontram livros de história e geografia por um precinho camarada, recomendo que passem muito tempo apreciando o conteúdo deles.
Deixo claro que não quero incentivar essa richa besta entre o Norte e o Sul do país. Ela não leva a absolutamente nada, pelo contrário, só evidencia algo que no Brasil não deveria haver pela diversidade de nosso povo: o racismo e o preconceito. Somos um só, cada parte desta nação tem sua importância. O Nordeste é um tesouro nacional meus amigos, assim como o Sudeste, o Sul, o Norte, e o Centro-Oeste também, são os tesouros verde-amarelo.

Felipe, o Galdino


imagem: tecnocaverna.wordpress.com

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lugar de aprender é na universidade


A universidade é o sonho de muita gente, neste ano mesmo, milhões de estudantes irão tentar obter uma vaga em universidades públicas de todo o país. Digo públicas, mas não esqueçamos das privadas. O problema é que estas são, digamos, o plano B de todos, vamos combinar que a vontade de 99% dos que tentam o ensino superior é entrar numa instituição pública.

Bem, mas não importa que universidade seja, pública ou privada, estes lugares foram feitos para ensinar, ajudar o aluno na sua formação profissional. E para isso é necessário um ensino tanto teórico quanto prático. Claro que a intensidade dessa prática ou teoria varia de curso para curso, mas que é imprescindível haver os dois, ah isso é. Por exemplo, um estudante de medicina não pode estar pronto para o mercado de trabalho sem antes ter dissecado ao menos um cadáver em algum laboratório do campus, assim como um aspirante a professor que faça licenciatura em qualquer área necessita de uma experiência em sala de aula, atuando como educador em escolas. Baseado nisso, pergunto: Por que com a Comunicação Social seria diferente?

Uma das frases que mais ouço no curso é: "Não, a gente aprende mesmo é nas redações por aí a fora, e não na universidade". É, se for assim estavam mais do que certos quando acabaram com a obrigatoriedade do diploma para exercer o Jornalismo, pois já que tudo se aprende verdadeiramente nas empresas de comunicação, a academia não serve de nada e qualquer um pode mesmo ser jornalista, basta ter um pouco de leitura, conhecimento e trabalhar numa redação de jornal ou numa emissora de TV ou rádio.

Isso está errado, não podemos tratar o meio acadêmico assim. Dentro da universidade o estudante deve ter todos os subsídios para estar preparado quando chegar a hora de enfrentar o mundo lá fora: o mercado de trabalho.

No curso de Comunicação Social da UFRN há alguns projetos que dão tais subsídios, como o Programa Xeque-Mate, a Agência Fotec, o Tela Livre e a Rádio Sonora - ambos geralmente ocorrem na semana da Cientec. Se olharmos com atenção, vemos que são dois de TV, uma rádio e um portal de notícias. Está sentindo falta de algo? Eu estou. Onde está o pai do jornalismo? Cadê o meio impresso nisso tudo? A resposta meus amigos: não há qualquer jornal universitário na UFRN.

E acredito que essa seja a realidade de muitas instituições pelo Brasil a fora, o que é lamentável. Não podemos ficar dependentes dos jornais do mercado profissional para aprender a apurar uma informação ou escrever uma matéria que será realmente lida por várias pessoas. Isso deveria acontecer dentro da universidade, e um jornal universitário seria de grande valor nesse processo. Desta forma, o estudante aprenderia todo o trabalho jornalístico no próprio curso e já partiria para o campo profissional sabendo de todo o trabalho.

É basicamente essa a função que têm os estágios. O estudante utiliza uma empresa que está no mercado, para praticar. É algo que funciona bem e que deveria fazer parte do meio acadêmico sim. A única diferença entre os dois é que no jornal universitário não haveria salário mensal, mas o aprendizado diário seria o mesmo.

Não sei se deu para o caro visitante do Galdinolândia entender bem o que quis enfatizar neste meu texto, mas o que gostaria de deixar claro é que devemos pensar e reivindicar um jornal que atenda à essas necessidades de aprender na própria instituição de ensino, afinal, lugar de aprender é ou não é na universidade?

"Queremos um jornal"
É essa uma das ideias que nós, professores e estudantes de Comunicação da UFRN, defendemos. Por isso criamos o movimento "Queremos um jornal" (no Twitter: #QUEREMOSUMJORNAL). E espero que esse pensamento não fique restrito à nossa universidade, todos os outros cursos de Comunicação espalhados pelo país devem exigir o mesmo. Toda a Comunicação Social brasileira agradece.


Mais informações sobre o movimento acesse: http://www.queremosumjornal.blogspot.com/ ou http://www.coisasdejornal.blogspot.com/. E siga no Twitter: @queremosjornal


PS: Se quiser, me siga também (rsrs): @fegalc

Felipe, o Galdino

sábado, 23 de outubro de 2010

Somos estudantes de Comunicação e #QUEREMOSUMJORNAL



Sou estudante de Jornalismo da UFRN, recentemente eleita uma das 10 melhores universidades do país, 20 melhores da América Latina. Com um posto desse, alguém de fora poderia pensar: "Nossa, essa instituição é muito boa, deve ter uma grande estrutura". Não há como negar que a UFRN é boa, mas também não há como dizer que ela oferece todo o auxílio necessário para uma formação decente de seus alunos. Não é bem assim, já que algumas áreas recebem muito investimento e outras são tipo deixadas de lado.

Meu curso mesmo sofre muito com a falta de atenção que a instituição dá principalmente à área de Humanas. Ela definitivamente não é muito visada.

Já a área de Ciência e Tecnologia é bem diferente. Sempre recebendo investimentos da universidade, eu diria que é a "galinha dos ovos de ouro" da instituição. Isso porque o setor científico é no momento um dos destaques em todo o mundo, pois temas como petróleo, robótica, alternativas para o aquecimento global, são a prioridade nos dias de hoje, ou seja, pegue injetar dinheiro em C&T nas universidade por aí a fora. Resultado: acabam esquecendo dos outros cursos. Quero deixar claro que não ciúme nem nada - até porque isso seria uma frescura de minha parte - é uma constatação.

Mas deixemos de rodeios, o que quero dizer com tudo isso é que meu curso é muito prejudicado por essa diferenciação, sentimos na pele. Ora, um curso de Comunicação Social, Jornalismo deveria no mínimo ter uma estrutura que favoreça a prática dos alunos. Pois bem, deveria, porque na UFRN isso não acontece. Temos um Laboratório cheio de problemas de infra-estrutura, com falta de equipamento; para praticar TV temos uma emissora pública que ajuda, mas que às vezes dá umas complicações, uma burocracia que benza Deus!

Certo, temos um Laboratório, uma TV, mas falta duas coisas: uma rádio que verdadeiramente sirva aos alunos e um jornal impresso. Este último principalmente. Deveria ser impensável haver um curso de Jornalismo sem um jornal feito pelos alunos, mas infelizmente, na UFRN é assim.

Pensando nisso, o professor Emanoel Barreto juntamente com alguns alunos começaram um movimento para a próxima administração da universidade: é a criação de um jornal produzido na própria instituição, pelos próprios alunos.

Então, para uma melhor divulgação, iniciou-se uma campanha no Twitter: "Queremos um jornal". Com a tag #QUEREMOSUMJORNAL os estudantes já disseminaram o movimento em toda a rede social, pelo menos entre os membros da própria universidade. Muitos já aderiram e tuitam sempre essa frase. Alguns almejam até chegar aos Trend Topics nacional, um desejo ambicioso, diga-se de passagem.

Os alunos não pretendem ficar apenas na internet, a proposta é usar a rede social para alavancar o movimento. A visitação de sala em sala, chamar a atenção dos Centro Acadêmico (CA) de Comunicação, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e até de outros cursos são outras estratégias. Mas sem dúvida, o principal objetivo é fazer com que a nova Reitora, seja quem for, olhe para nossa situação, apoie e realmente invista na ideia.

É bom deixar claro que não devemos tratar esse assunto como "fogo de palha", que agora reinvidicamos mas depois esquecemos. Não, não podemos esquecer, e nem deixar a reitoria esquecer. Temos de pressionar até o fim para que nossos direitos sejam atendidos, nosso curso merece e, sobretudo, necessita.


Somos estudantes de Comunicação Social, precisamos e #QUEREMOSUMJORNAL para uma melhor qualificação. E isso não é pra hoje, muito menos pra amanhã, era pra ontem, mas já que não foi, que seja pra já!

Felipe, o Galdino

imagem: www.weno.br

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Efeito Borboleta da bolinha de papel


Jogo sobre o episódio de Serra e a bolinha de papel


Diz-se que ao bater as asas no Japão, por exemplo, uma borboleta pode provocar um tornado no Havaí. A esse fenômeno, que é só uma interpretação teórica feita pelo cientista Edward Lorenz, dá-se o nome de "Efeito Borboleta". Ao meu ver é uma metáfora de que pequenas coisas podem gerar grandes coisas.

Vimos algo muito parecido nesta semana, quando na última quarta-feira uma simples bolinha de papel causou o maior alvoroço na campanha de presidente da República. Alguns acreditam na presença de um rolo de fita adesiva na história também, mas tanto faz, uma bolinha de papel ou o outro objeto, o fato é que não é suficiente para causar o que o candidato tucano quis parecer que causou.

Agora o famoso: Entenda o caso

Não precisava nem dizer o que houve, mas como um jornalista que sou - ou quase - tenho que fazer a retrospectiva, mas vou resumir. O candidato José Serra (PSDB), caminhava numa rua do Rio de Janeiro com eleitores quando encontrou pela frente alguns militantes do PT, partido da adversária Dilma Rousseff. Houve uma confusão generalizada e acabaram jogando uma bolinha de papel na cabeça do tucano, que continuou normalmente a andar.

O problema é que, pelo menos é o que diz a TV Globo e a coligação "serrana", o candidato foi atingido outra vez, no outro lado da cabeça, mas agora seria um objeto mais pesado, um rolo de fita adesiva. Após esse "ataque", vem uma ligação e Serra começa a sentir dores, náuseas e segue de helicóptero para o hospital. O seu médico diz que o tucano estava ferido na cabeça - pelo menos é o que ouvi da boca do doutor, que falou na propaganda do candidato - e que foi examinado, com tomografia e tudo. Ele é orientado a ficar 24h de repouso só que no outro dia de manhã já estava em campanha sem qualquer hematoma ou corte, o que é estranho já que até sangramento houve.

A partir do "atentado da bolinha" foi um blá blá blá de todos os lados, o PSDB acusando o PT de incentivar a violência e planejar tudo e o PT acusando o candidato de fingir para tentar se fazer de coitadinho e ganhar alguns eleitores. O presidente Lula chegou a comparar Serra com o goleiro chileno Rojas, que simulou discaradamente ter sido atingido por um sinalizador no jogo Brasil x Chile para tentar cancelar a partida.

Na propaganda eleitoral desta sexta-feira - que foi a que eu vi - os dois candidatos já usavam o incidente, cada um com seu interesse. Enquanto Dilma usou a matéria que saiu no SBT e que mostra o tucano supostamente simulando tudo, Serra usa a matéria do Jornal Nacional, que tenta provar, inclusive forçando a barra, que houve um ataque forte sobre ele, usando com argumentos o depoimento do médico e do perito que a Globo contatou para a reportegem do JN.

No Twitter o caso foi bem repercutido, com uma super minifestação através de tags como #serrarojas, #boladepapelfacts e #globomente. O assunto foi parar nos Trend Topics Mundiais.

Até um joguinho foi criado. O objetivo é você acertar o maior número de bolas de papel, em Serra, num determinado tempo.

Bem, claro que esse fato deve ter a repercussão que teve porque é algo grave, a violência não pode ser a dominante nessa campanha eleitoral, assim como um presidenciável não pode fazer o que José Serra fez, fingir dessa maneira é algo feio para alguém que quer chegar ao cargo que ele almeja. Mas acredito que o assunto já deveria ser passado para trás, há coisas mais importantes a serem discutidas nestas eleições.

A questão é que uma simples bola de papel causou um problema de grandes proporções, como no caso da borboleta que bate as asas no Japão. Mas o problema que falo não é nem para Serra nem para Dilma, é para a população que no dia 31 de outubro vai votar e vê assuntos realmente relevantes como as boas e verdadeiras propostas dos candidatos, ou o esclarecimento do escândalo de Paulo Preto ou ainda dos caminhões do PSDB apreendidos que seriam usados num suposto esquema de compre de votos. Todos esses e outros assuntos que deveriam ser o foco da campanha acabaram por ficar escondidos atrás de uma simples bola de papel com 210mm x 297mm.
Felipe, o Galdino

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Turma 2009.1 de Jornalismo no LabjoRN da Fotec


A matéria foi para a disciplina de Linguagem Jornalística, ministrada pela professora Socorro Veloso.

Todos da turma de Jornalismo 2009.1 produziram uma reportagem que foi publicada no site da Agência Fotec, mais precisamente na área chamada de LabjoRN. Vale a pena ver os textos que meus colegas e eu produzimos. Por isso, postarei logo abaixo uns links, que vai da Fotec em geral para você dar aquela conferida no site que é um portal de notícias muito bom, até o endereço da minha matéria em especial.

Aí vai a lista:

http://www.fotec.ufrn.br/ (link da Agência Fotec).

www.fotec.ufrn.br/index.php/LabjoRN (link do LabjoRN, onde você encontra todas as matérias produzidas por nós de Jornalismo 2009.1). Recomendo que leiam todas as reportagens, ficaram muito boas.



* Não leiam apenas os textos das reportagens, porque logo abaixo de cada um tem o relato do repórter, onde ele conta como foi o trabalho, as dificuldades, situações inusitadas por qual passou, essas coisas. Vale a pena ler essa parte também.

domingo, 10 de outubro de 2010

Coisa de Galdino




E aí pessoal, sou o Felipe, mais conhecido por Galdino, que é o meu sobrenome. É assim que meus amigos me chamam e acho incrível porque posso ser o único Felipe da turma, mas sempre é o Galdino que cai no gosto da galera. Por isso achei legal dar um nome ao blog que fosse relacionado ao meu nome.

Resolvi criar este blog para poder expressar meus pensamentos, opiniões, trabalhos, sei lá, o que vier na telha. Porque eu
já tinha um sobre futebol, o Estação da Bola - que ainda existe mas eu nunca mais postei nada - só que nele eu era muito neutro, não dava opinião. Além de atingir um público muito restrito, que são as pessoas que curtem o esporte. Aí simplesmente morguei e parei de escrever.

A verdade é que criei o Estação assim que ingressei em Jornalismo, na UFRN. E eu optei por esse curso justamente porque eu simplesmente adoro esportes, principalmente o futebol, e eu queria ser jornalista esportivo, esse era meu foco. Só que no curso você vai entrando em contato com outros assuntos, outras realidades e outras perspectivas. Resultado, hoje gosto de qualquer assunto e entraria em qualquer área: política, polícia, cultura, cidades, e o esporte, claro, que continua sendo uma paixão para mim.

Confesso que uns assuntos que não me atraem e acho que não vão atrair nunca são os de coluna social e moda, não me interesso nem um pouco por isso, mas respeito quem gosta, que fique bem claro. A questão é que expandi meus horizontes e hoje jornalisticamente não gosto apenas de futebol.

Sobre o título deste texto, ele seria o do blog, mas pensei melhor e resolvi não fazer isso. Optei então por Galdinolândia, que acredito ser mais geral, e mais original (hehe). Sobre a imagem, que aparentemente não tem nada haver com o texto, eu explico: esse é um pedaço da Galdinolândia gente! (rs)

O fato é que senti a necessidade de voltar a escrever, nem que seja só para duas, três, ou mil pessoas, o que eu quero é escrever. Pois bem, então deixemos de blábláblá não é verdade?

E vou avisando hein, se preparem para entrar no meu mundo. Sejam todos bem vindos à Galdinolândia, espero que vocês gostem.

Felipe, o Galdino