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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Extra, extra! Aberta temporada de caça aos jornalistas!

Você é jornalista? Cuidado, esse tiro pode ser pra você!

Meus amigos, a situação não está fácil para nós jornalistas (apesar de ainda não ser formado, vou me inserir no grupo). Além de contar muitas vezes com condições de trabalho inadequadas; conviver (e ter que viver) com péssimos salários; sermos profissionais desvalorizados, que é o que ocorre aqui no país e principalmente no Estado, ainda estamos sujeitos a ameaças, a insultos e, em situações extremas, a agressões físicas.

É esse último ponto que me preocupa. A questão é que estou vendo, nesta semana, uma onda de violência contra colegas no mundo todo, só aqui no Brasil foram duas situações, sendo uma no nosso RN.

Vamos a uma pequena retrospectiva: na última terça-feira, o jornalista afegão, Razaq Mamoon, foi simplesmente atacado no Afeganistão. Um maluco extremista, contrariado com os artigos políticos que o profissional vinha escrevendo, simplesmente jogou ácido no rosto dele. Felizmente não ocorreram ferimentos graves.

No Peru, o apresentador de TV Juan Vela Castro foi atacado pelo advogado Tito Vásquez, que usou uma chave de roda e ainda ameaçou de morte a vítima. O motivo do ato de selvageria: o jornalista criticou, no seu programa, o advogado. Nesta mesma semana, uma jornalista viu o muro de sua casa pichado com ameaças.

Gina Escheback, jornalista da Colômbia, também vem sofrendo ameaças por causa do seu trabalho. Seus textos sobre direitos humanos não agradam grupos paramilitares e narcotraficantes de Bogotá. "Você está se metendo com as pessoas erradas. Não siga publicando essas bobagens", dizia um bilhete de advertência recebido por Gina semana passada.

Ontem, o fotógrafo Thiago Vieira foi agredido por quatro dirigentes do Palmeiras. Ele aguardava o resultado da eleição presidencial alviverde, na sede do clube, quando postou mensagens ofensivas aos palmeirenses no Twitter. Os conselheiros não gostaram nada da "brincadeira" e expulsaram o fotógrafo a empurrões e até socos. (Realmente, não concordo com o que Thiago tuitou, ele foi infeliz, mas pior ainda foi o que os quatro palmeirenses fizeram, perderam a razão por isso).

Aqui em Natal, neste dia 18, uma equipe do Novo Jornal foi mantida por quase 15 minutos trancada numa sala recebendo insultos e ameaças de morte. Segundo Augusto Targino, o agressor, o repórter Rafael Duarte, o fotógrafo Ney Douglas e o motorista Clodoaldo Régis invadiram sua propriedade, em Macaíba, para produzirem uma notícia.

Apresentei aqui motivos suficientes para você, colega da imprensa, a partir de agora tomar precauções ao sair de casa porque parece que ao menos aqui no Brasil, está aberta a temporada de caça aos jornalistas. Cuidado pessoal!

Brincadeiras a parte, é inadmissível - e certo - que ameaças, agressões, tentativas de prejudicar o trabalho jornalístico, ainda existam em pleno Século XXI - e acredito que isso sempre existirá, infelizmente. Agora, o que não podemos é baixar as nossas cabeças e ceder aos caprichos dessas pessoas que pensam que a censura é o caminho para conseguirem seus objetivos. Devemos continuar lutando contra essa ideia, apoiando uns aos outros e fazendo manifestações.

PS: apesar de tudo, para mim, aqui no RN, a maior agressão ao jornalista é o salário lastimável de R$900,00, o menor do país! Quer tapa na cara maior que esse?

Felipe, o Galdino

informações: Portal Imprensa / ESPN Brasil / Novo Jornal
imagem: crédito na foto (site: http://www.fotocomedia.com/tag.php?tag=mira)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O ritmo tranquilo da UFRN aos fins de semana

Quando tive de fazer uma matéria para a disciplina Linguagem Jornalística este ano, ministrada pela professora Socorro Veloso, escolhi relatar como é a UFRN aos fins de semana. Passei uma manhã inteira de 11 de setembro (um sábado) lá, e escrevi sobre o que observei do ambiente, o que os personagens (estudantes e trabalhadores) que frequentam a universidade nesses dias pensam sobre acordar cedo para ir trabalhar ou estudar, qual a diferença para o resto da semana... essas coisas. (Você pode conferir essa matéria completa no www.fotec.ufrn.br/index.php/LabjoRN-Primeira-pagina/Existe-vida-na-UFRN-tambem-aos-finais-de-semana.html )

Mas não apenas escrevi. Fiz algumas fotos para compor a matéria, mas claro, não pude usar todas (apenas duas foram aproveitadas). Por isso, resolvi compartilhar com você, visitante do Galdinolândia, mais algumas das imagens que consegui naquele sábado.

Talvez tecnicamente não sejam boas fotos (já que não é minha especialidade), talvez esteja longe de ser um bom trabalho, mas mesmo assim vou posta-las aqui. Não sou muito experiente nessa de fotografar, então seria até interessante receber críticas para ver o que posso melhorar. Ah, e elogios nem preciso dizer (mas já dizendo) que são muito bem vindos também né. (hehe)

Bem, então vamos lá!

Por Felipe Galdino (todas as imagens e os textos)



No Centro de Convivência, um gato parece refletir na sua solidão
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Mesmo aos fins de semana o trabalho continua, homens e máquinas não param na UFRN
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Pessoas vagueam solitárias na imensidão tranquila da universidade
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Durante a semana os corredores do setor II ficam repletos de gente, já
aos sábados...
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Quem gosta muito desse ambiente calmo da UFRN são os pássaros

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lugar de aprender é na universidade


A universidade é o sonho de muita gente, neste ano mesmo, milhões de estudantes irão tentar obter uma vaga em universidades públicas de todo o país. Digo públicas, mas não esqueçamos das privadas. O problema é que estas são, digamos, o plano B de todos, vamos combinar que a vontade de 99% dos que tentam o ensino superior é entrar numa instituição pública.

Bem, mas não importa que universidade seja, pública ou privada, estes lugares foram feitos para ensinar, ajudar o aluno na sua formação profissional. E para isso é necessário um ensino tanto teórico quanto prático. Claro que a intensidade dessa prática ou teoria varia de curso para curso, mas que é imprescindível haver os dois, ah isso é. Por exemplo, um estudante de medicina não pode estar pronto para o mercado de trabalho sem antes ter dissecado ao menos um cadáver em algum laboratório do campus, assim como um aspirante a professor que faça licenciatura em qualquer área necessita de uma experiência em sala de aula, atuando como educador em escolas. Baseado nisso, pergunto: Por que com a Comunicação Social seria diferente?

Uma das frases que mais ouço no curso é: "Não, a gente aprende mesmo é nas redações por aí a fora, e não na universidade". É, se for assim estavam mais do que certos quando acabaram com a obrigatoriedade do diploma para exercer o Jornalismo, pois já que tudo se aprende verdadeiramente nas empresas de comunicação, a academia não serve de nada e qualquer um pode mesmo ser jornalista, basta ter um pouco de leitura, conhecimento e trabalhar numa redação de jornal ou numa emissora de TV ou rádio.

Isso está errado, não podemos tratar o meio acadêmico assim. Dentro da universidade o estudante deve ter todos os subsídios para estar preparado quando chegar a hora de enfrentar o mundo lá fora: o mercado de trabalho.

No curso de Comunicação Social da UFRN há alguns projetos que dão tais subsídios, como o Programa Xeque-Mate, a Agência Fotec, o Tela Livre e a Rádio Sonora - ambos geralmente ocorrem na semana da Cientec. Se olharmos com atenção, vemos que são dois de TV, uma rádio e um portal de notícias. Está sentindo falta de algo? Eu estou. Onde está o pai do jornalismo? Cadê o meio impresso nisso tudo? A resposta meus amigos: não há qualquer jornal universitário na UFRN.

E acredito que essa seja a realidade de muitas instituições pelo Brasil a fora, o que é lamentável. Não podemos ficar dependentes dos jornais do mercado profissional para aprender a apurar uma informação ou escrever uma matéria que será realmente lida por várias pessoas. Isso deveria acontecer dentro da universidade, e um jornal universitário seria de grande valor nesse processo. Desta forma, o estudante aprenderia todo o trabalho jornalístico no próprio curso e já partiria para o campo profissional sabendo de todo o trabalho.

É basicamente essa a função que têm os estágios. O estudante utiliza uma empresa que está no mercado, para praticar. É algo que funciona bem e que deveria fazer parte do meio acadêmico sim. A única diferença entre os dois é que no jornal universitário não haveria salário mensal, mas o aprendizado diário seria o mesmo.

Não sei se deu para o caro visitante do Galdinolândia entender bem o que quis enfatizar neste meu texto, mas o que gostaria de deixar claro é que devemos pensar e reivindicar um jornal que atenda à essas necessidades de aprender na própria instituição de ensino, afinal, lugar de aprender é ou não é na universidade?

"Queremos um jornal"
É essa uma das ideias que nós, professores e estudantes de Comunicação da UFRN, defendemos. Por isso criamos o movimento "Queremos um jornal" (no Twitter: #QUEREMOSUMJORNAL). E espero que esse pensamento não fique restrito à nossa universidade, todos os outros cursos de Comunicação espalhados pelo país devem exigir o mesmo. Toda a Comunicação Social brasileira agradece.


Mais informações sobre o movimento acesse: http://www.queremosumjornal.blogspot.com/ ou http://www.coisasdejornal.blogspot.com/. E siga no Twitter: @queremosjornal


PS: Se quiser, me siga também (rsrs): @fegalc

Felipe, o Galdino

sábado, 23 de outubro de 2010

Somos estudantes de Comunicação e #QUEREMOSUMJORNAL



Sou estudante de Jornalismo da UFRN, recentemente eleita uma das 10 melhores universidades do país, 20 melhores da América Latina. Com um posto desse, alguém de fora poderia pensar: "Nossa, essa instituição é muito boa, deve ter uma grande estrutura". Não há como negar que a UFRN é boa, mas também não há como dizer que ela oferece todo o auxílio necessário para uma formação decente de seus alunos. Não é bem assim, já que algumas áreas recebem muito investimento e outras são tipo deixadas de lado.

Meu curso mesmo sofre muito com a falta de atenção que a instituição dá principalmente à área de Humanas. Ela definitivamente não é muito visada.

Já a área de Ciência e Tecnologia é bem diferente. Sempre recebendo investimentos da universidade, eu diria que é a "galinha dos ovos de ouro" da instituição. Isso porque o setor científico é no momento um dos destaques em todo o mundo, pois temas como petróleo, robótica, alternativas para o aquecimento global, são a prioridade nos dias de hoje, ou seja, pegue injetar dinheiro em C&T nas universidade por aí a fora. Resultado: acabam esquecendo dos outros cursos. Quero deixar claro que não ciúme nem nada - até porque isso seria uma frescura de minha parte - é uma constatação.

Mas deixemos de rodeios, o que quero dizer com tudo isso é que meu curso é muito prejudicado por essa diferenciação, sentimos na pele. Ora, um curso de Comunicação Social, Jornalismo deveria no mínimo ter uma estrutura que favoreça a prática dos alunos. Pois bem, deveria, porque na UFRN isso não acontece. Temos um Laboratório cheio de problemas de infra-estrutura, com falta de equipamento; para praticar TV temos uma emissora pública que ajuda, mas que às vezes dá umas complicações, uma burocracia que benza Deus!

Certo, temos um Laboratório, uma TV, mas falta duas coisas: uma rádio que verdadeiramente sirva aos alunos e um jornal impresso. Este último principalmente. Deveria ser impensável haver um curso de Jornalismo sem um jornal feito pelos alunos, mas infelizmente, na UFRN é assim.

Pensando nisso, o professor Emanoel Barreto juntamente com alguns alunos começaram um movimento para a próxima administração da universidade: é a criação de um jornal produzido na própria instituição, pelos próprios alunos.

Então, para uma melhor divulgação, iniciou-se uma campanha no Twitter: "Queremos um jornal". Com a tag #QUEREMOSUMJORNAL os estudantes já disseminaram o movimento em toda a rede social, pelo menos entre os membros da própria universidade. Muitos já aderiram e tuitam sempre essa frase. Alguns almejam até chegar aos Trend Topics nacional, um desejo ambicioso, diga-se de passagem.

Os alunos não pretendem ficar apenas na internet, a proposta é usar a rede social para alavancar o movimento. A visitação de sala em sala, chamar a atenção dos Centro Acadêmico (CA) de Comunicação, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e até de outros cursos são outras estratégias. Mas sem dúvida, o principal objetivo é fazer com que a nova Reitora, seja quem for, olhe para nossa situação, apoie e realmente invista na ideia.

É bom deixar claro que não devemos tratar esse assunto como "fogo de palha", que agora reinvidicamos mas depois esquecemos. Não, não podemos esquecer, e nem deixar a reitoria esquecer. Temos de pressionar até o fim para que nossos direitos sejam atendidos, nosso curso merece e, sobretudo, necessita.


Somos estudantes de Comunicação Social, precisamos e #QUEREMOSUMJORNAL para uma melhor qualificação. E isso não é pra hoje, muito menos pra amanhã, era pra ontem, mas já que não foi, que seja pra já!

Felipe, o Galdino

imagem: www.weno.br

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Turma 2009.1 de Jornalismo no LabjoRN da Fotec


A matéria foi para a disciplina de Linguagem Jornalística, ministrada pela professora Socorro Veloso.

Todos da turma de Jornalismo 2009.1 produziram uma reportagem que foi publicada no site da Agência Fotec, mais precisamente na área chamada de LabjoRN. Vale a pena ver os textos que meus colegas e eu produzimos. Por isso, postarei logo abaixo uns links, que vai da Fotec em geral para você dar aquela conferida no site que é um portal de notícias muito bom, até o endereço da minha matéria em especial.

Aí vai a lista:

http://www.fotec.ufrn.br/ (link da Agência Fotec).

www.fotec.ufrn.br/index.php/LabjoRN (link do LabjoRN, onde você encontra todas as matérias produzidas por nós de Jornalismo 2009.1). Recomendo que leiam todas as reportagens, ficaram muito boas.



* Não leiam apenas os textos das reportagens, porque logo abaixo de cada um tem o relato do repórter, onde ele conta como foi o trabalho, as dificuldades, situações inusitadas por qual passou, essas coisas. Vale a pena ler essa parte também.